quarta-feira, 22 de abril de 2015

O ESPIRITISMO

Capítulo I (E.S.E)

O Espiritismo

        5. O Espiritismo é a ciência nova que vem revelar aos homens, por meio de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e as suas relações com o mundo corpóreo. Ele no-lo mostra, noão mais como coisa sobrenatural, porém, ao contrário, como uma das forças vivas e sem cessar atuantes da Natureza, como a fonte de uma imensidade de fenômenos até hoje incompreendidos e, por isso, relegados para o domínio do fantástico e do maravilhoso. É a essas relações que o Cristo alude em muitas circunstâncias e daí vem que muito do que Ele disse permaneceu ininteligível ou falsamente interpretado. O Espiritismo é a chave com o auxílio da qual tudo se explica de modo fácil.
        6. A lei do Antigo Testamento teve em Moisés a sua personificação; a do Novo Testamento tem-na no Cristo. O Espiritismo é a terceira revelação da Lei de Deus, mas não tem a personificá-la nenhuma individualidade, porque é fruto do ensino dado, não por um homem, sim pelos Espíritos, que são as vozes do Céu, em todos os pontos da Terra, com o concurso de uma multidão inumerável de intermediários. É, de certa maneira, um ser coletivo, formado pelo conjunto dos seres do mundo espiritual, cada um dos quais traz o tributo de suas luzes aos homens, para lhes tornar conhecido esse mundo e a sorte que os espera.
        7. Assim como o Cristo disse: “Não vim destruir a lei, porém cumpri-la”, também o Espiritismo diz: “Não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe execução.” Nada ensina em contrário ao que ensinou o Cristo; mas desenvolve, completa e explica, em termos claros e para toda gente, o que foi dito apenas sob forma alegórica. Vem cumprir, nos tempos preditos, o que o Cristo anunciou e preparar a realização das coisas futuras. Ele é, pois, obra do Cristo, que preside, conforme igualmente o anunciou, à regeneração que se opera e prepara a o Reino de Deus na Terra. 

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Consolador Prometido

Quem é o Consolador Prometido por Jesus: Espírito de Verdade? Jesus? A Doutrina?

O Consolador prometido por Jesus é a Doutrina Espírita. Ela veio fazer renascer no mundo a doutrina do Cristo (cristianismo) que estava esquecida, abafada pelo ceticismo do século XIX.. Trouxe as explicações necessárias às palavras de Jesus, que permaneceram envoltas em um véu desde o seu aparecimento. Alargou os horizontes do conhecimento humano falando ao homem de suas origens, de seu destino e de seu objetivo como Espírito imortal. O Espírito de Verdade é a expressão do pensamento divino manifesto nos Espíritos Superiores responsáveis pela Codificação kardequiana. É uma plêiade de Espíritos que trabalham em nome do Bem e para estabelecimento do Reino de Deus na face da Terra.

Na Europa, na América.

Porque o Espiritismo teve seu início na Europa e não se desenvolveu? O Brasil é a maior pátria espírita no mundo?

No princípio, quando surgiu a Doutrina Espírita, havia um espírito da época, onde se achava que os ensinamentos da Espiritualidade iriam transformar o mundo para melhor em alguns anos. Certos Espíritos que trabalharam na Codificação e o próprio Allan Kardec assim pensavam. Porém, a história tomou outro rumo. O planeta ainda iria ter de conviver com uma forma bem mais perniciosa de materialismo, ou seja, aquela que hoje predomina na sociedade, onde o ser humano é tratado como mero objeto de consumo. O positivismo da época relativa ao nascimento do Espiritismo desapareceu. Infelizmente o sistema planejado pelo Codificador para dar corpo ao movimento espírita nascente não foi criado. Sem método, sem organização racional e homens de coragem, a doutrina simplesmente desapareceu da Europa. Transferida para o Brasil por alguns intelectuais, a Doutrina continuou não encontrando espaço para se desenvolver conforme esperava Kardec. Transformou-se num movimento caracterizado pela total ausência da metodologia kardequiana, com tendências católicas e segmentos fanáticos que cultivam a idolatria de vivos. Um espírito chamado Ismael, ligado às teses do advogado francês Jean Baptiste Roustaing, usando de uma política católica chamada "unificação" (que mantém a unidade na Igreja), sufocou todos os esforços em se kardequizar o sistema. Pode-se dizer que o Brasil é o maior país espírita do mundo. Mas não é por nenhuma razão especial. Simplesmente é porque quase não há "Espiritismo" em outros lugares do mundo. Enquanto aqui existe cerca de oito mil casas espíritas, no resto do mundo elas não passam de alguns centenas.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

ESPIRITISMO E O FUTURO

Somente o Espiritismo, bem entendido e bem compreendido, pode tornar-se, conforme disseram os Espíritos, a grande alavanca da transformação da Humanidade. A experiência deve esclarecer-nos sobre o caminho a seguir. Mostrando-nos os inconvenientes do passado, ela nos diz claramente que o único meio de serem evitados no futuro consiste em assentar o Espiritismo sobre as bases sólidas de uma doutrina positiva que nada deixe ao arbítrio das interpretações. As dissidências que possam surgir se fundirão por si mesmas na unidade principal que se estabeleceria sobre as bases mais racionais, desde que essas bases sejam clara e não vagamente definidas. Também ressalta destas considerações que essa marcha, dirigida com prudência, representa o mais poderoso meio de luta contra os antagonistas da Doutrina Espírita. Todos os sofismas quebrar-se-ão de encontro a princípios aos quais a sã razão nada acharia para opor." ALLAN KARDEC, Obras Póstumas, Projeto 1868.
"Para que a doutrina da vida futura doravante dê os frutos que se devem esperar, é preciso, antes de tudo, que satisfaça completamente à razão; que corresponda à idéia que se faz da sabedoria, da justiça e da bondade de Deus; que não possa ser desmentida de modo algum pela Ciência. É preciso que a vida futura não deixe no espírito nem dúvida, nem incerteza; que seja tão positiva quanto a vida presente, que é a sua continuação, do mesmo modo que o amanhã é a continuação do dia anterior. É necessário seja vista, compreendida e, por assim dizer, tocada com o dedo. Faz-se mister, enfim, que seja evidente a solidariedade entre o passado, o presente e o futuro, através das diversas existências.
Tal a ideia que da vida futura apresenta o Espiritismo, O que a essa ideia dá força é que ela absolutamente não é uma concepção humana com o mérito apenas de ser mais racional, sem contudo oferecer mais certeza do que as outras. Ë o resultado de estudos feitos sobre os testemunhos oferecidos por Espíritos de dife¬rentes categorias, nas suas manifestações, que permitiram se explorasse a vida extracorpórea em todas as suas fases, desde o extremo superior ao extremo inferior da escala dos seres. As peripécias da vida futura, por conseguinte, já não constituem uma simples teoria, ou uma hipótese mais ou menos provável: decorrem de observações. São os habitantes do mundo invisível que vêm, eles próprios, descrever os seus respectivos estados e há situações que a mais fecunda imaginação não conceberia, se não fossem patenteadas aos olhos do observador.

Ministrando a prova material da existência e da imortalidade da alma, iniciando-nos em os mistérios do nascimento, da morte, da vida futura, da vida universal, tornando-nos palpáveis as inevitáveis consequências do bem e do mal, a Doutrina Espírita, melhor do que qualquer outra, põe em relevo a necessidade da melhoria individual. Por meio dela, sabe o homem donde vem, para onde vai, por que está na Terra; o bem tem um objetivo, uma utilidade prática. Ela não se limita a preparar o homem para o futuro, forma-o também para o presente, para a sociedade. Melhorando-se moralmente, os homens prepararão na Terra o reinado da paz e da fraternidade.
A Doutrina Espírita é assim o mais poderoso elemento de moralização, por se dirigir simultaneamente ao coração, à inteligência e ao interesse pessoal bem compreendido." ALLAN KARDEC, Obras Póstumas, CREDO ESPÍRITA - Preâmbulo.

O Espiritismo e as Religiões

Grupo Espírita Bezerra de Menezes
Só o Espiritismo salva?

Não é o Espiritismo ou qualquer outra religião que salva. O que faz o Espírito se salvar (tomar consciência da Verdade) é seu esforço em praticar boas ações, instruir-se para vencer suas más inclinações, adquirir sabedoria e fazer todo o bem possível ao seu próximo. O que salva é a doutrina de Jesus, entidade responsável pelo planeta, que esteve no plano físico para revelar a Lei na sua maior clareza. Todo aquele que a compreende e a vivencia em espírito e verdade, entrará no Reino de Deus, ou seja, no mundo do entendimento da realidade.

CUBA, O segundo país mais espírita do mundo

Cláudia Santos
Aproximadamente 50 representantes de sete países, além de 200 cubanos, estiveram reunidos, de 23 a 26 de abril, no Hotel Habana Riviera, em Havana, para a realização do II Taller Espírita de Cuba, simpósio promovido pela Sociedad Amor y Caridad Universal de Havana, dirigida por Antonio Agramonte. Com o tema A Paz Mundial Nasce no Espírito do Bem, a segunda edição do evento – a primeira aconteceu há quatro anos – teve o auxílio do Conselho Espírita Internacional, através do seu núcleo, ligado à América Central e ao Caribe, e o apoio do governo cubano, inclusive para hospedagem de alguns dos participantes internacionais. Durante o evento foi fundada a Associação Médico-Espírita de Cuba (AME-Cuba), agora a maior em número de militantes, ligada à AME-Internacional.
Participaram do simpósio, como palestrantes, Nestor Masotti, secretário-geral do Conselho Espírita Internacional (CEI) e presidente da Federação Espírita Brasileira (FEB); Charles Kempf, representante da França e do CEI Europa; e Divaldo Pereira Franco, orador da solenidade de abertura e encerramento. Além deles, os principais responsáveis pela realização do evento, em virtude dos elos que mantêm há vários anos com as lideranças do Movimento Espírita e as autoridades de Cuba: Edwin Bravo, da Guatemala, representante do CEI para Centro-América e Caribe; e Manuel de la Cruz, cubano residente em Miami e presidente do Centro Espírita José de la Luz. O evento contou ainda com a presença de espíritas da Guatemala, EUA, El Salvador, Honduras, México, Porto Rico, Colômbia, Panamá e França, além dos médicos oradores brasileiros Claudio Campos Borges e Sergio Thiesen, e o engenheiro Ney Prieto Peres.
Na solenidade inaugural, o Governo de Cuba esteve representado pela ministra das Religiões, Caridad Diego Bello, e suas assessoras Eloisa Valdes e Sonia Garcia, que acompanharam, com interesse, a palestra de Divaldo Franco. Ao final, a própria ministra saudou a todos de forma cordial, apresentando dados surpreendentes sobre o ressurgimento do Espiritismo em Cuba.
Marlene Nobre, a presidente das Associações Médico-Espíritas do Brasil e Internacional, que também esteve presente como palestrante das entidades citadas, conta, abaixo, um pouco do que viu e sentiu.
Folha Espírita – O primeiro Taller aconteceu em Cuba há quatro anos. O que aquele, como este, refletem?
Marlene Nobre – Sem dúvida, os dois eventos espelham a grande abertura do país para o renascimento das religiões.

FE – Por que o Governo de Cuba apoiou um evento como este?
Marlene – Pela mesma razão que o levou a legalizar as religiões, quer dizer, através de eventos como este, ele pode acompanhar o ressurgimento delas e o rumo que estão tomando, inclusive, o linguajar que empregam nas trocas de experiências com outros países.

FE – Qual sua percepção sobre o país com o afastamento de seu líder, Fidel Castro?
Marlene – Não pude ter uma visão de conjunto do país, no que se refere ao movimento político, sobretudo, porque não nos movia esse tipo de interesse, mas, sim, o religioso. Soubemos, através das autoridades cubanas, que saúde e educação são bens usufruídos, gratuitamente, pela população. Pudemos notar que o povo cubano aprendeu a obedecer e tem cultivado um nacionalismo contagiante. Mas, sem dúvida, para que o povo possa usufruir mais amplamente das riquezas do país, faz-se necessário um desenvolvimento econômico maior, com mais amplitude e diversificação de trabalho. Não tive como comparar, mas constata-se que houve abertura no país com o afastamento de Fidel.

FE – E com relação ao Espiritismo localmente?
Marlene – A mudança em relação ao Espiritismo ocorreu antes da retirada de Fidel Castro do poder e tem se acentuado com o tempo. Na verdade, o ressurgimento do Espiritismo em Cuba é algo extraordinário. Na solenidade de abertura do II Taller, tivemos informações transmitidas diretamente pela ministra das Religiões, Caridad Diego Bello, de que há 400 centros espíritas em Cuba, já legalizados, e 200 em vias de legalização. Como vemos, a abertura religiosa é agora tutelada pelo governo, que tem dado todo o acompanhamento para que essa legalização se processe. E ela tem sido efetiva e irreversível. Com isso, pudemos constatar a presença de irmãos de outras cidades cubanas que tiveram passe livre para viajar a Havana e participar do evento.
FE – Esses centros são todos realmente espíritas?
Marlene
 – A ministra Caridad explicou que estão sendo legalizados centros espíritas de três modalidades: os de “cordão”, cujos participantes fazem as sessões de mãos dadas; os “trincadistas”, que não consideram Espiritismo religião; e os que seguem os ensinamentos de José de la Luz e Allan Kardec. Assim, com espanto, constatamos que Cuba é o 2º país mais espírita do mundo. E as contas não são difíceis de serem feitas: se dos 600 centros espíritas, somente 100 ou mesmo 70 forem realmente kardecistas, já aí teremos um número muito grande em relação aos demais países.
FE – Quem foi José de la Luz?
Marlene – Não sei praticamente nada da obra de José de la Luz, porque não li, não a tenho disponível. Antonio Agramonte disse algumas palavras sobre isso, afirmando que José de la Luz foi o guia espiritual do médium Cláudio Agramonte, um dos pioneiros do Espiritismo em Cuba, e que deixou diversas obras psicografadas. Os que conhecem essas obras afirmam que se trata dos mesmos ensinamentos espíritas.

FE – Cuba tem algo especial em relação ao Espiritismo?
Marlene – Como eu disse, sua legalização permitiu o ressurgimento de um movimento que sempre foi muito rico desde o século XIX e que continuará a dar bons frutos.

FE – Editoras brasileiras estiveram presentes no evento?
Marlene – A Folha Espírita Editora compareceu com duas obras: El Clamor de la Vida e El Alma de la Materia, ambos de minha autoria. Ao todo, foram cerca de 100 livros, vendidos a preço simbólico, e que desapareceram tão rapidamente quanto foram colocados à venda. O dr. Claudio Campos Borges, de Ceres, Goiás, levou livros da Editora Auta de Souza com ensinamentos básicos de Kardec. Creio que foram as duas editoras presentes. Não houve mais, creio eu, porque os irmãos brasileiros ficaram na dúvida se poderiam levar ou não.

FE – Os cubanos estão sedentos por literatura espírita?
Marlene – Sim e, por sugestão da ministra Caridad, será possível ao Movimento Espírita enviar a Cuba um contêiner de livros, o que satisfará, de alguma maneira, a sede dos irmãos cubanos por instruções espíritas. Sem dúvida, auxiliará a legalização de mais centros espíritas, segundo os verdadeiros moldes, quer dizer, segundo Allan Kardec. A ministra não limitou o número de livros, nem deu preferência para algum em particular. Os livros de todas as editoras espíritas são bem-vindos. E a abertura é para todas as religiões. Cada uma delas tem o acompanhamento de assessores da ministra e é monitorada.
 FE – Com relação à AME-Cuba, ela traz algo de diferente das demais internacionais?Marlene – Em 25 de abril fundamos a AME-Cuba, como núcleo da AME-Internacional, tendo à frente o colega dr. Servando Agramonte. São cinco os membros da diretoria, todos médicos, eleitos na ocasião. Além deles, mais colegas estiveram presentes à reunião de fundação, o que nos deixou verdadeiramente surpresos, porque já faz da AME-Cuba um membro efetivo, com o maior número de militantes.

FE – Aconteceu algo em Cuba que a senhora gostaria de compartilhar com os leitores da FE?
Marlene – Creio que tudo quanto aconteceu em Cuba foi inesperado e alentador. Teatro, canto e um coral cubano marcaram a solenidade final, que teve também a conferência sempre brilhante de Divaldo Franco. Foi bem sugestivo o fato de termos terminado o evento na Igreja Episcopal de Cuba – templo católico anglicano – que nos abriu as portas para a confraternização. Toda a solenidade foi montada com liberdade e levada a efeito pelos espíritas do II Taller. Isso já nos dá o tom do movimento religioso que está se consolidando em Cuba. Sem dúvida, um belo convite para praticarmos o ecumenismo aqui mesmo, em nosso próprio país.

“Constatei, emocionada, que os irmãos cubanos têm grande avidez por livros espíritas. O anseio por leitura realmente é muito grande”.

“Por toda a atenção e deferência que recebemos do Governo de Cuba, elevamos, após a nossa palestra no evento, uma prece de agradecimento a Deus, em benefício da saúde do irmão Fidel Castro”.

domingo, 28 de outubro de 2012

ALEGRIA CRISTÃ


CAMINHO, VERDADE E VIDA

“Mas a vossa tristeza se converterá em alegria.” – Jesus. (João, 13:20).

          Nas horas que precedem a agonia da cruz, os discípulos não conseguiam disfarçar a dor, o desapontamento. Estavam tristes. Como pessoas humanas, não entendiam outras vitórias que não fossem as da Terra. Mas Jesus, com vigorosa serenidade, exortava-os: “Na verdade, na verdade, vos digo que vós chorareis e vos lamentareis; o mundo se alegrará e vós estareis tristes, mas a vossa tristeza se converterá em alegria.
          Através de séculos, viu-se no Evangelho um conjunto de notícias dolorosas – um Salvador abnegado e puro conduzido ao madeiro destinado aos infames, discípulos debandados, perseguições sem conta, martírios e lágrimas para todos os seguidores...
          No entanto, essa pesada bagagem de sofrimentos constitui os alicerces de uma vida superior, repleta de paz e alegria. Essas dores representam auxílio de Deus à terra estéril dos corações humanos. Chegam como adubo divino aos sentimentos das criaturas terrestres, para que de pântanos desprezados nasçam lírios de esperança.
          Os inquietos salvadores da política e da ciência, na Crosta Planetária, receitam repouso e prazer a fim de que o espírito chore depois, por tempo indeterminado, atirado aos desvãos sombrios da consciência ferida pelas atitudes criminosas. Cristo, porém, evidenciando suprema sabedoria, ensinou a ordem natural para a aquisição das alegrias eternas, demonstrando que fornecer caprichos satisfeitos, sem advertência e medida, às criaturas do mundo, no presente estado evolutivo, é depor substâncias perigosas em mãos infantis. Por esse motivo, reservou trabalhos e sacrifícios aos companheiros amados, para que se não perdessem na ilusão e chegassem à vida real com valioso patrimônio de estáveis edificações.
          Eis porque a alegria cristã não consta de prazeres da inconsciência, mas da sublime certeza de que todas as dores são caminhos para júbilos imortais.
 Francisco Cândido Xavier
Emmanuel

           

 

 

 

 

AO SALVAR-NOS


CAMINHO, VERDADE E VIDA

“Salva-te a ti mesmo e desce da cruz.” – (Marcos, 15:30.)
          Esse grito de ironia dos homens maliciosos continua vibrando através dos séculos.
          A criatura humana não podia compreender o sacrifício do Salvador. A Terra apenas conhecia vencedores que chegavam brandindo armas, cobertos de glórias sanguinolentas, heróis da destruição e da morte, a caminho de altares e monumentos de pedra.
          Aquele Messias, porém, distanciara-se do padrão. Para conquistar, dava de si mesmo; a fim de possuir, nada pretendia dos homens para si próprio; no propósito de enriquecer a vida, entregava-se à morte.
          Em vista disso, não faltaram os escarnecedores no momento extremo, interpelando o Divino Triunfador, com mordaz expressão.
          Nesse testemunho, ensinou-nos o Mestre que, ao nos salvarmos, no campo da maldade e da ignorância ouviremos o grito da malícia geral, nas mesmas circunstâncias.
          Se nos demoramos colocados à ilusão do destaque, se somos trabalhadores exclusivamente interessados em nosso engrandecimento temporário na esfera carnal, com esquecimento das necessidades alheias, há sempre muita gente que nos considera privilegiados e vitoriosos; se ponderamos, no entanto, as nossas responsabilidades graves no mundo, chama-nos loucos e, quando nos surpreende em experiências culminantes, revestidas da dor sagrada que nos arrebata a esferas sublimes, passa junto de nós exibindo gestos irônicos e, recordando os altos princípios esposados por nossa vida, exclama, desdenhosa: - “Salva-te a ti mesmo e desce da cruz.”

 

O AMIGO OCULTO


CAMINHO, VERDADE E VIDA

“Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que o não conhecessem.” – (Lucas, 24:16.)

          Os discípulos, a caminho de Emaús, comentavam, amargurados, os acontecimentos terríveis do Calvário.
          Permaneciam sob a tormenta da angústia. A dúvida penetrava-lhes a alma, levando-os ao abatimento, à negação.
          Um homem desconhecido, porém, alcançou-os na estrada. Oferecia o aspecto de mísero peregrino. Sem identificar-se, esclareceu as verdades da Escritura, exaltou a cruz e o sofrimento.
          Ambos os companheiros, que se haviam emaranhado no cipoal de contradições ingratas, experimentaram agradável bem-estar, ouvindo a argumentação confortadora.
          Somente ao termo da viagem, em se sentindo fortalecidos no tépido ambiente da hospedaria, perceberam que o desconhecido era o Mestre.
          Ainda existem aprendizes na “estrada simbólica de Emaús”, todos os dias. Atingem o Evangelho e espantam-se em face dos sacrifícios necessários à eterna iluminação espiritual. Não entendem o ambiente divino da cruz e procuram “paisagens mentais” distantes... Entretanto, chega sempre um desconhecido que caminha ao lado dos que vacilam e fogem. Tem a forma de um viandante incompreendido, de um companheiro inesperado, de um velho generoso, de uma criança tímida. Sua voz é diferente das outras, seus esclarecimentos mais firmes, seus apelos mais doces.
          Quem partilha, por um momento, do banquete da cruz, jamais poderá olvidá-la. Muitas vezes, partirá mundo a fora, demorando-se nos trilhos escuros; no entanto, minuto virá em que Jesus, de maneira imprevista, busca esses viajores transviados e não os desampara enquanto não os contempla, seguros e livres, na hospedaria da confiança.
Francisco Cândido Xavier
Emmanuel
 

A COROA


CAMINHO, VERDADE E VIDA
 
“E vestiram-no de púrpura, e tecendo uma coroa de espinhos, lha puseram na cabeça.” – (Marcos, 15:17.)

          Quase incrível o grau de invigilância da maioria dos discípulos do Evangelho, na atualidade, ansiosos pela coroa dos triunfos mundanos. Desde longo tempo, as igrejas do Cristianismo deturpado se comprazem nos grandes espetáculos, através de enormes demonstrações de força política. E forçoso é reconhecer que grande números das agremiações espiritistas cristãs, ainda tão recentes no mundo, tendem às mesmas inclinações.
          Individualmente, os prosélitos pretendem o bem-estar, o caminho sem obstáculos, as considerações honrosas do mundo, o respeito de todos, o fiel reconhecimento dos elevados princípios que esposaram na vida, por parte dos estranhos. Quando essa bagagem de facilidades não os bafeja no serviço edificante, sentem-se perseguidos, contrariados, desditosos.
          Mas... e o Cristo? Não bastaria o quadro da coroa de espinhos para atenuar-nos a inquietação?
          Naturalmente que o Mestre trazia consigo a Coroa da Vida; entretanto, não quis perdera oportunidade de revelar que a coroa da Terra ainda é de espinhos, de sofrimento e trabalho incessante para os que desejem escalar a montanha da Ressurreição Divina. Ao tempo em que o Senhor inaugurou a Boa Nova entre os homens, os romanos coroavam-se de rosas; mas, legando-nos a sublime lição, Jesus dava-nos a entender que seus discípulos fiéis deveriam contar com distintivos de outra natureza. 
Francisco Cândido Xavier
Emmanuel

OS TORMENTOS VONLUNTÁRIOS


EVANGELHO SEGUNDO ESPIRITISMO
Capitulo V 
BEM AVENTURADOS OS AFLITOS
 Item 23 

          Vive o homem incessantemente em busca da felicidade, que também incessantemente lhe foge, porque felicidade sem mescla não se encontra na Terra. Entretanto, malgrado às vicissitudes que formam o cortejo inevitável da vida terrena, poderia ele, pelo menos, gozar de relativa felicidade, se não a procurasse nas coisas perecíveis e sujeitas às mesmas vicissitudes, isto é, nos gozos materiais em vez de a procurar nos gozos da alma, que são um prelibar dos gozos celestes, imperecíveis; em vez de procurar a paz do coração, única felicidade real neste mundo, ele se mostra ávido de tudo o que o agitará e turbará, e, coisa singular! O homem, como que de intento, cria para si tormentos que está nas suas mãos evitar.
          Haverá maiores do que os que derivam da inveja e do ciúme? Para o invejoso e o ciumento, não há repouso; estão perpetuamente febricitantes. O que não têm e os outros possuem lhes causa insônias. Dão-lhes vertigem os êxitos, de seus rivais; toda a emulação, para eles, se resume em eclipsar os que lhes estão próximos, toda a alegria em excitar, nos que se lhes assemelham pela insensatez, a raiva do ciúmes que os devora. Pobres insensatos, com efeito, que não imaginam sequer que, amanhã talvez, terão de largar todas essas frioleiras cuja cobiça lhes envenena a vida! Não é a eles, decerto, que se aplicam estas palavras: “Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados”, visto que as suas preocupações não são aquelas que tem no céu as compensações merecidas.
          Que de tormentos, ao contrário, se poupa aquele que sabe contentar-se com o que tem, que nota sem inveja o que não possui, que não procura parecer mais do que é. Esse é sempre rico, porquanto, se olha para baixo de si e não para cima, vê sempre criaturas que têm menos do que ele. E calmo, porque não cria para si necessidades quiméricas. E não será uma felicidade a calma, em meio das tempestades da vida? – Fénelon. (Lião, 1860.)
 
Objetivo: Analisar em que consistem os tormentos voluntários, destacando onde se encontra a origem dos mesmos.
1.     O que se entende por “tormentos voluntários”?
São aqueles tormentos procurados espontaneamente, devido a comportamentos equivocados que adotamos na busca da felicidade.
Por sermos enfermos e ignorantes, não sabemos aproveitar o tempo de que dispomos, valorizando as oportunidades que nos são oferecidas.
2.     São úteis os tormentos voluntários?
Não, porque Deus não quer o nosso sofrimento. Sofremos apenas as conseqüências de nossos atos passados, daí, a inutilidade dos tormentos voluntários.
O homem poderia gozar pelo menos de relativa felicidade se não a procurasse nos gozos materiais, e sim nos da alma.
3.     Devemos evitar os gozos materiais?
Não. Devemos dar a estes o valor relativo, auxiliar e efêmero que lhes são característicos.
Devemos buscar intensamente a paz de coração, fruto da humanidade, da resignação e da submissão à vontade de Deus.
4.     Quais os tormentos do invejoso e do ciumento?
Para eles não há o repouso, vivem sempre febricitantes. O que não têm e os outros possuem, causa-lhes insônia, inquietações e raiva.
Deus concede a cada criatura os recursos necessários à experiência por que estão passando.
5.     Esses  tormentos, causados pela inveja e pelo ciúme, são voluntários?
Sim, pois são sentimentos que podemos e devemos evitar. São germes destruidores que nos impedem de conseguir as compensações merecidas, na vida espiritual.
Cultivando a inveja e o ciúme, deixamos de aproveitar o tempo de que dispomos e as oportunidades oferecidas por Deus para fazer o bem.
6.     O que acontece àquele que sabe contentar-se com o que tem?
Este é sempre rico, pois olha sempre para baixo de si e não para cima.vê, assim, que já dispõe de bênçãos que outros ainda carecem.
Aquele que se contenta com o que tem sabe aproveitar o tempo e a oportunidade que lhe são oferecidos e não cria necessidades quiméricas.
7.     Como enfrentar nossas carências materiais?
Com resignação e confiança nos desígnios de Deus. Contentando-nos com o que temos, possuiremos a calma para suprir todas as nossas dificuldades.
A calma é uma felicidade em meio as tempestades da vida.
8.     Não devemos, então, procurar melhoria em nossas situações materiais?
Claro que devemos e é uma obrigação. O que não podemos é transformar isso em motivo de aumento de sofrimento.
Procurando a felicidade nos gozos materiais, o homem cria para si tormentos que está nas suas mãos evitar.
Conclusão: Os tormentos voluntários são inúteis. Se o homem não vivesse correndo em busca da felicidade material, não teria esses tormentos. Deus é Pai e a todos concede o necessário à conquista da felicidade pura.

 

 

A DESGRAÇA REAL


EVANGELHO SEGUNDO ESPIRITISMO
Capítulo V
BEM – AVENTURADOS OS AFLITOS
Item 24
 
          Toda a gente fala da desgraça, toda a gente já a sentiu e julga conhecer-lhe o caráter múltiplo. Venho eu dizer-vos que quase toda a gente se engana e que a desgraça real não é, absolutamente, o que os homens, isto é, os desgraçados, o supõem. Eles a vêem na miséria, no fogão sem lume, no credor que ameaça, no berço de que o anjo sorridente desapareceu, nas lágrimas, no féretro que se acompanha de cabeça descoberta e com o coração despedaçado, na angústia da traição, na desnudação do orgulho que desejara envolver-se em púrpura e mal oculta a sua nudez sob os andrajos da vaidade. A tudo isso e a muitas coisas mais se dá o nome de desgraça, na linguagem humana. Sim, é desgraça para os que só vêem o presente; a verdadeira desgraça, porém, está nas conseqüências de um fato, mais do que no próprio fato. Dizei-me se um acontecimento, considerado ditoso na ocasião, mas que acarreta conseqüências funestas, não é, realmente, mais desgraçado do que outro que a princípio causa viva contrariedade e acaba produzindo o bem. Dizei-me se a tempestade que vos arranca as árvores, mas que saneia o ar, dissipando os miasmas insalubres que causariam a morte, não é antes um felicidade do que uma infelicidade.
          Para julgarmos de qualquer coisa, precisamos ver-lhe as conseqüências. Assim, para bem apreciarmos o que, em realidade, é ditoso ou inditoso para o homem, precisamos transportar-nos para alem desta vida, porque é lá que as conseqüências se fazem sentir. Ora, tudo o que se chama infelicidade, segundo as acanhadas vista humanas, cessa com a vida corporal e encontra a sua compensação na vida futura.
          Vou revelar-vos a infelicidade sob uma forma, sob a forma bela e florida que acolheis e desejais com todas as veras de vossas almas iludidas. A infelicidade é a alegria, é o prazer, é o tumulto, é a vã agitação, é a satisfação louca da vaidade, que fazem calar a consciência, que comprimem a ação do pensamento, que atordoam o homem com relação ao seu futuro. A infelicidade é o ópio do esquecimento que ardentemente procuras conseguir.
          Esperai, vós que chorais! Tremei, vós que rides, pois que o vosso corpo está satisfeito! A Deus não se engana; não se foge ao destino; e as provações, credoras mais impiedosas do que a matilha que a miséria desencadeia, vos espreitam o repouso ilusório para vos imergir de súbito na agonia da verdadeira infelicidade, daquela que surpreende a alma amolentada pela indiferença e pelo egoísmo.
          Que, pois, o Espiritismo vos esclareça e recoloque, para vós, sob verdadeiros prismas, a verdade e o erro, tão singularmente deformados pela vossa cegueira! Agireis então como bravos soldados que, longe de fugirem ao perigo, preferem as lutas dos combates arriscados à paz que lhes não pode dar glória, nem promoção! Que importa ao soldado perder na refrega armas, bagagens e uniformes, desde que saia vencedor e com glória? Que importa ao que tem fé no futuro deixar no campo de batalha da vida a riqueza e o manto de carne, contanto que sua alma entre gloriosa no reino celeste? – Delfina de Girardin. (Paris, 1861.) 

Objetivo: Mostrar onde se encontra a verdadeira desgraça e como devemos nos comportar para evitá-la e enfrentá-la.
1.     Onde está a verdadeira desgraça?
Está nas conseqüências desastrosas de nossos maus procedimentos.
Um fato que acarreta conseqüências funestas é mais desgraçado do que um que, a princípio, causa viva contrariedade, mas que acaba produzindo o bem.
2.     As nossas frustrações e carências físicas não são suficientes motivos de sofrimento?
Sim. No entanto, piores são as conseqüências dos nossos procedimentos contrários ao Evangelho, fora da caridade.
Nossos maus procedimentos de hoje pronunciam o decorrente e inevitável sofrimento de amanhã.
3.     Como estabelecer o que é ditoso ou inditoso para o homem?
Para isso, precisamos nos transportar para além desta vida, porque é lá que as conseqüências se fazem sentir.
Tudo o que se chama infelicidade, segundo o ponto de vista humano, cessa com a vida corporal e encontra a sua compensação na vida futura.
4.     Os valores do mundo estão, assim, invertidos?
De uma maneira geral, sim. Entretanto, não estamos no mundo apenas para gozar os prazeres materiais, mas para aprender a fraternidade de que o Evangelho nos fala.
Essa inversão decorre da nossa ignorância quanto à verdadeira finalidade da vinda do homem à Terra.
5.     O que é infelicidade?
É a alegria malsã, o prazer desequilibrado, a vã agitação, a satisfação louca da vaidade, que fazem calar a consciência, que comprimem a ação do pensamento, que atordoam o homem com relação ao seu futuro.
A infelicidade é o esquecimento da nossa destinação transcendente pelo prazer de fruir gozos perniciosos.
6.     É certo usufruir das alegrias sadias do mundo?
Sim, desde que não nos percamos nessas alegrias, pois a finalidade maior da vida é o nosso aprimoramento espiritual, à luz do Evangelho.
O espiritismo nos esclarece a verdade e o erro, tão desfigurados pela nossa cegueira.
7.     Como encarar a satisfação das necessidades materiais?
Como meio e não como fim. Devemos considerar as carências dos outros e buscar repartir o que temos. Moderação acima de tudo.
Aquele que tem fé no futuro não se importa de deixar sua fortuna e seu manto de carne, contanto que sua alma entre, radiosa, no reino celeste.
Conclusão: A verdadeira desgraça não se encontra nas dores físicas que nos afligem, e sim nas conseqüências desastrosas de nossos maus procedimentos. A desgraça que hoje experimentamos, muitas vezes, prenuncia a felicidade que se avizinha.

 

 

 

A MELANCOLIA


O EVANGELHO SGUNDO ESPIRITISMO
Capítulo V
BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS
Item 25
          Sabeis por que, às vezes, uma vaga tristeza se apodera dos vossos corações e vos leva a considerar amarga a vida? É que vosso Espírito, aspirando à felicidade e à liberdade, se esgota, jungido ao corpo que lhe serve de prisão, em vãos esforços para sair dele. Reconhecendo inúteis esses esforços, cai no desanimo e, como o corpo lhe sofre a influência, toma-vos a lassidão, o abatimento, uma espécie de apatia, e vos julgais infelizes.
          Crede-me, resisti com energia a essas impressões que vos enfraquecem a vontade. São inatas no espírito de todos os homens as aspirações por uma vida melhor; mas, não as busqueis neste mundo e, agora, quando Deus vos envia os Espíritos que lhe pertencem, para vos instruírem acerca da felicidade que Ele vos reserva, aguardai pacientemente o anjo da libertação, para vos ajudar a romper os liames que vos mantêm cativo o Espírito. Lembrai-vos de que, durante o vosso degredo na Terra, tendes de desempenhar uma missão de que não suspeitais, quer dedicando-vos à vossa família, quer cumprindo as diversas obrigações que Deus vos confiou. Se, no curso desse degredo-provação, exonerando-vos dos vossos encargos, sobre vós desabarem os cuidados, as inquietações e tribulações, sede fortes e corajosos para os suportar. Afrontai-os resolutos. Duram pouco e vos conduzirão à companhia dos amigos por quem chorais e que, jubilosos por ver-vos de novo entre eles, vos estenderão os braços, a fim de guiar-vos a uma região inacessível às aflições da Terra. – François de Genève. (Bordéus.)

Objetivo: Esclarecer sobre qual a causa da melancolia e como resistir a esse sentimento, que só nos enfraquece a vontade.
1.     Por que, às vezes, sem motivo aparente, uma vaga tristeza se apodera de nossos corações?
Porque o nosso espírito, preso ao corpo, que lhe serve de prisão, em vão tenta sair dele. Como não consegue, e o corpo sofre a influência disso, cai no desanimo, na tristeza.
Não devemos deixar que a tristeza nos vença, pois a felicidade almejada virá com o nosso esforço no cumprimento da missão terrena que nos foi confiada.
2.     A melancolia é causada pela vida física?
A vida física é um fator. A verdadeira vida é a do espírito e se passa no plano espiritual. No entanto, nossos desequilíbrios nos impõem estágios físicos de correção.
Tanto aqui como após a morte do corpo, Deus reserva estâncias de felicidade aos que cumprirem suas missões.
3.     Onde o homem deve buscar uma vida melhor?
Na prática dos ensinamentos de Jesus, aguardando pacientemente o anjo da libertação, para nos ajudar a romper os liames que mantêm cativo o espírito. Uma vida melhor certamente virá, mas não neste mundo e sim na vida espiritual.
Uma vida melhor virá com esforço por cumprir nossa missão terrena.
4.     Devemos aceitar passivamente os sofrimentos?
Não. Devemos ser resignados. Porém, nossa ação em benefício do próximo antecipa o fim do sofrimento.
A resignação é um fator importante para vencer os sofrimentos.
5.     Todos temos, assim, uma missão na Terra?
Sim. Deus não nos colocaria no mundo sem razões elevadas de progresso. A família, o trabalho profissional, o relacionamento com o próximo, nos suscitam obrigações que nos conduzirão à perfeição, se bem cumpridas.
Não estamos no mundo só para os prazeres materiais; estamos aqui para nos reeducar e, conseqüentemente, nos elevar espiritualmente.
6.     O que devemos fazer quando a melancolia tomar conta de nossos corações?
Devemos resistir com energia, desempenhando a nossa missão, quer dedicando-nos à nossa família quer cumprindo as diversas obrigações que Deus nos confiou.
Devemos ser fortes e corajosos quando sobre nós desabarem as inquietações e tribulações de nossas provações.
Conclusão: A melancolia é a ânsia do espírito por uma vida melhor, pois o mesmo não foi criado por Deus para viver preso ao corpo no solo terreno. Essa vida melhor virá a todos, depois que forem cumpridas as diversas obrigações que Deus confiou a cada um.

 

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO:

TERÇA - ESME - 19:00 às 21:00 hs.
QUARTA- PALESTRAS -20:00 às 21:00 hs.
QUINTA - ATIVIDADE ARTESANAL -15:00 às 17:00 hs.
SEXTA - ESDE - 19:00 às 21:00 hS.
SÁBADO - EVANGELIZAÇÃO - 8:00 às 10:30 hs.
SÁBADO - ESTUDO DO EVANGELHO OU PALESTRA - 17:00 às 18:00 hs.



MENSAGEM

Bendito sejas


Bendito sejas,coração amigo,
Pelo pão que dás, à porta,
ao companheiro que se desconforta,
Na aflição da penúria sem abrigo.


Deus te faça feliz pela roupa que ofertas
Aos torturados do caminho,
Que tanta vez se vão no desalinho
Das feridas que trazem descobertas...


Deus te conceda o prêmio da ventura
Pela ternura sorridente
Com que levas ao doente
O amparo do remédio e a esperança da cura.


Deus te guarde na fonte da alegria,
Para lenir, no esforço a que te dês,
A orfandade e a viuvez
Que vivem para a dor de cada dia


Deus porém, te abençoe, coração brando e pasmo,
Coma a mais sublime recompensa,
Quando olvidas a intromissão da ofensa,
O golpe da injustiça, e a pedra do sarcasmo.


Deus te exalte no santo esquecimento
Do mal que te golpeia,
reduzindo a extensão da chaga alheia
Sem cogitar do pronto sofrimento.
Bendito sejas coração submisso,
Embora sábio entre os mais sábios,
No exemplo da bondade e do serviço,
Porque o amor transforma a sombra em luz
E o perdão ,onde ampare, nunca erra,
auxiliando a vida em toda a Terra
Para o reino Divino de Jesus.

Maria Dolores


do Livro:- Poetas Redivivos,pgs 22 e 23
Francisco C.Xavier

ORAÇÃO

Oração da Manhã

Senhor, no silencio deste dia que amanhece,
venho pedir-te saúde, força, paz e sabedoria.

Quero olhar hoje o mundo com olhos cheios de amor, ser paciente, compreensivo, manso e prudente.

Ver, além das aparências, teus filhos como Tu mesmo os vês, e assim não ver senão o bem em cada um.

Cerra meus ouvidos a toda calúnia.

Guarda minha língua de toda maldade.

Que só de bênçãos se encha meu espírito.

Que eu seja tão bondoso e alegre, que todos quantos se achegarem a mim, sintam a tua presença.

Senhor, reveste-me de tua beleza.

E que, no decurso deste dia, eu te revele a todos.

Amém